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Carousel State

  • Data de criação1968
  • Dimensões399.0 x 671.0 cm

Sam Gilliam revolucionou a pintura com suas telas drapeadas e abstrações do Campo de Cor. Pioneiro da arte negra, quebrou barreiras e inspirou gerações. Um artista inovador que transformou a percepção sobre o que a pintura poderia ser.

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Descrição do Colecionável

Liberating the canvas from its stretcher, straddling the wall and three dimensions in space, Gilliam explored the material and chromatic possibilities of a traditional painting support in Carousel State. Among a series of works by Gilliam initially termed "sculptural paintings" or "suspended paintings," the moniker "drape paintings" has now come to be most associated with the works. The series began in 1968, garnering the artist much acclaim (they were featured in the U.S. Pavilion at the 36th Venice Biennial in 1972) and remain among his best-known works. Gilliam said of this series: "The liquidity of the colors was reinforced by the fluidity of the canvas. Paint and surface took on an added, third-dimensional reality. Now the canvas was not only the means to, but a primary part of, the object. The suspended paintings began by celebrating the working process and ended with the involvement of the wall, the floor, and the ceiling. The year 1968 was one of revelation and determination—something was in the air, and it was in that spirit that I did the drape paintings." Dating to the first year of making such works, Carousel State reflects this new and significant direction in Gilliam’s oeuvre.Painterly passages ranging from dense accumulations of pigment that bleed into one another, to more watery translucent stretches of color, the acrylic paints were applied on unprimed canvas, leaving visible areas of raw unpainted canvas, thereby deliberately engaging the ground as part of the composition. The wet-on-wet application of paint was achieved by dripping, spreading brushing, staining, splashing, pressing and also through the process of binding the canvas at regular intervals. Areas across the canvas are emphasized by aluminum powder sprinkled into stained pools of drying paint. The cumulative effect of these approaches to the canvas result in a chromatically brilliant and formally complex surface. In the fully realized piece, the vividly colored surface is transformed into a sculptural relief through the pleating and suspension of the canvas. In his early approaches to color, Gilliam’s work resonated with other Washington D.C. color field artists such as Kenneth Noland and Morris Louis, while in his later approaches to process, and materiality, Gilliam’s practice relates to the process art and post minimalist practices of the 1970s, including the works of Melvin Edwards, Robert Smithson, Lynda Benglis and Robert Morris. His drape paintings from the late 1960s and early 1970s epitomize this combination of color, process and material.Carousel State’s monumental scale and the kaleidoscopic effect of bright pinks, deep purples and blues, forest greens and fiery yellows evokes the carnivalesque, and in form and spirit recalls the shimmering lights, dizzying forms, and dazzling colors of a carousel in motion. Gilliam saw this as part of his "Carousel" series, which references both the circus carousel and also the slide carousel (a former staple of art history lecture rooms and artists’ archives) with its flickering projections of lights and colors that merge and change.Gilliam grew up in Louisville, Kentucky (coincidentally near a fairground with a circus) and saw his Southern roots in his work. "These paintings are closely related to my feeling of having been born in a certain region. A vast array of southern artists are abstract. The abstract form or abstract collage is just as southern as the literal images that we know… Artists like Kenneth Noland and Jasper Johns are both southern in origin, but they are not connected to the South in terms of surface or image, as most persons you would deem southern are. In much the same way, blues connects itself to jazz. Blues songs relate to the experiences that you find within the South. When you deal with the South, you deal with images of sights, of sounds, and of literature. I think of these images in terms of abstractions, and of black literature and its roots without the particulars of single issues and images." Thus, in an era of heightened civil rights activism, Gilliam channeled his revolutionary energy toward a radical approach to painting and the production of some of the most important abstract art of the 1960s. Annie Gawlak. "Solids and Veils." Art Journal 50, no. 1 (1991), p. 10. William Ferris, "Sam Gilliam: 1933–." In The Storied South: Voices of Writers and Artists, University of North Carolina Press, 2013, pp. 203, 204.

Biografia do Artista

A Vida Pintada em Movimento: O Mundo de Sam Gilliam

Sam Gilliam, nascido 30 de novembro de 1933, em Tupelo, Mississippi, e falecido 25 de junho de 2022, foi muito mais do que um pintor; ele era um inovador que transformou fundamentalmente a nossa percepção do que a pintura podia ser. A sua jornada começou com raízes humildes – o seu pai trabalhava como ferroviário, a sua mãe era dona de casa – e uma subsequente mudança para Louisville, Kentucky, pouco tempo depois do seu nascimento. Mesmo quando criança, as sementes da expressão artística foram plantadas, manifestando-se em desenhos infantis que prenunciavam a força criativa dentro dele. A sua educação formal na Universidade de Louisville, onde obteve um Bacharelato em Artes (1955) e uma Licenciatura (1961), forneceu-lhe uma base, mas as suas experiências de vida – incluindo o serviço no Exército dos Estados Unidos de 1956 a 1958 – moldaram verdadeiramente a sua visão artística. A mudança para Washington D.C. em 1962, ao lado da sua esposa Dorothy Butler, provou ser crucial, colocando-o no centro de uma cena artística em crescimento e abrindo caminho para uma carreira definida pela experimentação inovadora.

Quebrando Barreiras: Do Color Field à Escultura Espacial

O trabalho inicial de Gilliam alinhava-se com a Washington Color School, um movimento caracterizado pela sua exploração da pintura de campo de cores – vastos espaços de cores saturadas destinadas a evocar respostas emocionais através de cores puras. No entanto, ele rapidamente se distinguiu dos seus pares. Enquanto artistas como Morris Louis e Kenneth Noland concentravam-se em tingir telas esticadas sobre molduras, Gilliam começou a questionar a própria necessidade da moldura. Por volta de 1965, uma ideia revolucionária tomou forma: o que se passaria se a tela pudesse ser *liberada*? Isto levou às suas icónicas “Pinturas Penduradas”, obras que envolviam suspender tecidos não esticados ou soltos de cima para baixo, permitindo-lhes interagir dinamicamente com o seu espaço circundante. Estas não eram apenas pinturas; eram intervenções escultóricas, mudando e alterando-se com as correntes de ar e a perspetiva do observador. Foi uma ruptura radical, transformando a pintura numa experiência imersiva e tridimensional. Esta inovação não nasceu de teoria abstrata, mas da observação prática – o simples ato de roupa estendida ao vento fora do seu ateliê acendeu a primeira ideia. Mais tarde, as suas explorações envolveram materiais diversos - polipropileno, imagens geradas por computador, tintas acrílicas iridescentes e metálicas, papel feito à mão, aço e madeira compensada – expandindo ainda mais os limites da expressão artística. A década de 1970 trouxe as dinâmicas “Pinturas Negras”, colagens geométricas imbuidas de uma energia jazzística que lembrava Miles Davis e John Coltrane, enquanto a década de 1980 viu o surgimento das “Pinturas Quilhadas”, ecoando os patchwork africanos da sua infância.

Reconhecimento e Legado: O Impacto de um Pioneiro

A coragem artística de Gilliam não passou despercebida. Em 1972, alcançou um marco histórico ao tornar-se o primeiro artista afro-americano a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza, um momento decisivo que rompeu barreiras e abriu caminho para uma maior inclusão no mundo da arte. Ao longo da sua carreira, as homenagens continuaram a acumular-se: comissões, bolsas, prémios, exposições e oito doutoramentos honorários de instituições prestigiadas, incluindo a Universidade Northwestern e a Universidade de Louisville. Uma retrospectiva na Galeria Corcoran de Arte em 2005 solidificou o seu lugar na história da arte americana. Ele também recebeu a Medalha Norman W. Harris do Instituto de Arte de Chicago e foi agraciado com a Medalha de Artista Fellowship da Washington Gallery of Modern Art. No entanto, o impacto de Gilliam vai muito além dos prémios e das exposições. A sua técnica pioneira de pendurar telas libertadas fundamentalmente não só influenciou o movimento Color Field como também moldou o desenvolvimento da arte de instalação, desafiando as noções tradicionais de pintura como um objeto fixo e bidimensional.

Ecos de Inspiração: Influências e Linha Artística

A jornada artística de Gilliam foi informada por uma diversidade de influências. Reconheceu a influência inicial de Morris Louis e Kenneth Noland, membros da Washington Color School, mas a sua visão ia além dos seus limites estéticos. A intensidade emocional dos expressionistas alemães como Emil Nolde e Paul Klee ressoou nele, assim como o trabalho de Nathan Oliveira da escola figurativa da Baía. Mais para trás na história da arte, encontrou inspiração na experimentação radical de Vladimir Tatlin, na precisão geométrica de Frank Stella e na rigor formal de Hans Hofmann, Georges Braque e Pablo Picasso. Até mesmo a exploração de Cézanne da forma e do espaço deixou a sua marca no seu estilo em evolução. No entanto, Gilliam não estava simplesmente a imitar estes mestres; ele estava a sintetizar as suas lições numa arte verdadeiramente nova - uma expressão abstrata americana única que abraçava a inovação e desafiava a convenção.

Uma Impressão Duradoura: A Significado da Arte de Sam Gilliam

O legado de Sam Gilliam é um de experimentação sem limites, integridade artística inabalável e uma contribuição fundamental para a evolução da abstração. Ele não apenas pintou; transformou a pintura em si, libertando-a das suas restrições tradicionais e transformando-a numa experiência dinâmica e imersiva. Como artista afro-americano que alcançou reconhecimento internacional num período de mudança social significativa, Gilliam também rompeu barreiras e inspirou gerações de artistas negros. A sua obra continua a ressoar hoje em dia, lembrando-nos do poder da arte para desafiar as perceções, expandir as possibilidades e, em última análise, transformar a forma como vemos o mundo. Ele deixa para trás não apenas um corpo de obras de arte deslumbrantes, mas também um testemunho do poder duradouro da visão artística e da coragem de trilhar o seu próprio caminho.
Sam Gilliam

Sam Gilliam

1933 - 2022 , Estados Unidos da América

Informações Rápidas

  • Artistic Movement Or Style: Color Field
  • Artists Or Movements Influenced By This Artist: ['Expressionismo']
  • Artists Who Influenced This Artist:
    • Morris Louis
    • Kenneth Noland
  • Date Of Birth: 30 de nov. 1933
  • Date Of Death: 25 de jun. 2022
  • Full Name: Sam Gilliam
  • Nationality: Americano
  • Notable Artworks:
    • Swing
    • Shoot Six
  • Place Of Birth: Tupelo, EUA