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Unframed #3

Minimalist installation by Pedro Cabrita Reis featuring mirrored panels and cables, exploring space, reflection, and the essence of form. A captivating study in simplicity.

Descubra a arte cativante de Pedro Cabrita Reis! Este artista português combina mestralmente pintura, escultura e fotografia para explorar o espaço, a memória e a luz. Explore as suas obras na Bienal de Veneza e muito mais.

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Unframed #3

Giclée / Impressão de Arte

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Informações Rápidas

  • Medium: Metal, glass, lights
  • Dimensions: 2630 x 4225 x 170 mm
  • Year: 2008
  • Movement: Neo-Minimalism
  • Artist: Pedro Cabrita Reis
  • Artistic style: Minimalist, reflective
  • Subject or theme: Space, light, memory

Quiz de Arte

Cada pergunta possui apenas uma resposta correta.

Pergunta 1:
What is the primary subject matter explored in Pedro Cabrita Reis’s ‘Unframed #3’?
Pergunta 2:
The installation ‘Unframed #3’ prominently features what materials?
Pergunta 3:
According to the description, what is a key characteristic of Pedro Cabrita Reis’s artistic style?
Pergunta 4:
What does the title ‘Unframed #3’ suggest about the artwork's approach?
Pergunta 5:
In what year was ‘Unframed #3’ created, as indicated in the provided information?

Unframed #3: A Study in Minimalism and Reflection

Pedro Cabrita Reis’s “Unframed #3,” created in 2008, isn't merely an installation; it’s a carefully orchestrated meditation on space, light, and the very nature of representation. The artwork presents a deceptively simple composition: two stark white panels mounted on a neutral wall, their surfaces mirroring each other with unsettling precision. Yet, within this apparent austerity lies a profound depth, inviting viewers to contemplate the interplay between emptiness and presence, silence and form.

The piece emerged from Reis’s ongoing exploration of minimalism, a movement he embraces not as an end in itself, but as a rigorous framework for stripping away extraneous elements. The panels themselves, likely constructed from polished metal or perhaps even glass, reflect the surrounding environment with startling clarity, blurring the boundaries between artwork and its context. The deliberate use of negative space—the vast areas of wall visible between the panels—becomes almost sculptural in its effect, demanding attention and prompting questions about what is *not* there.

Materials and Technique: A Dialogue Between Industrial Precision and Organic Form

Reis’s approach to “Unframed #3” is characterized by a fascinating dialogue between industrial precision and an underlying sense of organic form. The panels, with their smooth, reflective surfaces, suggest a manufactured origin—a testament to the artist's engagement with contemporary materials and processes. However, the subtle variations in tone – slight shifts in reflectivity caused by lighting – hint at a more nuanced, almost tactile quality. Cables, running from the base of each panel to the floor, introduce an element of mechanical complexity, grounding the piece in a world of infrastructure and connection.

The installation’s execution speaks to Reis's meticulous attention to detail. The panels are positioned with exacting accuracy, creating a sense of balance and symmetry that is both visually arresting and subtly unsettling. The use of fluorescent lights behind the panels casts a soft, diffused glow, further enhancing the sense of depth and highlighting the reflective surfaces. This careful orchestration of light and material contributes significantly to the artwork’s overall impact.

Historical Context: Minimalism and the Shifting Role of Art

“Unframed #3” can be understood within the broader context of minimalist art, a movement that emerged in the 1960s as a reaction against the excesses of Abstract Expressionism. Minimalist artists sought to reduce art to its essential components—form, color, and space—rejecting narrative content and emotional expression. Reis’s work aligns with this tradition while simultaneously pushing beyond it, exploring the philosophical implications of minimalism through a carefully considered installation.

The late 20th century witnessed a significant shift in the role of art within society. Artists began to question traditional notions of artistic value and authorship, engaging with issues of institutional critique and public space. “Unframed #3” reflects this broader cultural dialogue, inviting viewers to reconsider their relationship to art and its place in the world.

Symbolism and Emotional Resonance: A Space for Contemplation

Despite its apparent simplicity, “Unframed #3” is rich in symbolic meaning. The blank panels can be interpreted as representations of potentiality—empty canvases awaiting definition—or perhaps as a reflection on the absence of inherent meaning. The mirrors create an unsettling sense of self-awareness, forcing viewers to confront their own reflections and consider their role within the artwork’s composition.

Ultimately, “Unframed #3” is not intended to provide answers but rather to provoke questions. It's a space for contemplation—a quiet invitation to engage with the fundamental elements of art and our understanding of the world around us. The piece evokes feelings of calmness, introspection, and perhaps even a subtle sense of unease, prompting viewers to consider the beauty and complexity that can be found in simplicity.


Biografia do Artista

Uma Cartografia do Espaço e da Memória: O Mundo de Pedro Cabrita Reis

Nascido em Lisboa, Portugal, em 1956, Pedro Cabrita Reis emergiu como uma figura fulcral na arte contemporânea, não apenas representando o panorama artístico da sua nação, mas moldando ativamente o seu diálogo com o palco internacional. Os seus anos formativos, vividos na riqueza histórica e cultural de Lisboa, informam profundamente a sua prática, imbuindo-a de uma sensibilidade ao lugar, à memória e à relação, muitas vezes frágil, entre os mundos interior e exterior. Mesmo antes de se estabelecer plenamente como artista, Cabrita Reis demonstrou um compromisso com o fomento do discurso crítico em torno da arte, fundando e dirigindo a influente revista Arte Opinião entre 1978 e 1982 — uma plataforma que proporcionou um espaço vital para a discussão durante um período de significativa mudança social e política. Este envolvimento precoce com os fundamentos teóricos da criação artística prefigurou a profundidade conceptual que viria a caracterizar a sua própria obra.

A Linguagem dos Objetos Encontrados e da Luz Efêmera

O vocabulário artístico de Cabrita Reis é notavelmente diverso, abrangendo pintura, escultura, fotografia e desenho, mas um fio condutor une todas as facetas da sua prática: uma exploração do espaço tanto como realidade física quanto como construção psicológica. Ele não se limita a ocupar o espaço; ele disseca-o, reconfigura-o e imbuí-lo de camadas de significado. Uma característica definidora é o seu uso magistral de materiais industriais — barras de aço, janelas recuperadas, caixilhos de portas — elementos frequentemente negligenciados ou descartados que, nas mãos de Cabrita Reis, são transformados em símbolos pungentes de memória, transição e da passagem do tempo. Estas não são meramente escolhas estéticas; representam um envolvimento deliberado com a materialidade da existência, um ancoramento no mundo tangível que sustenta as suas exploração mais conceptuais. Igualmente crucial é o seu uso inovador da luz, particularmente a iluminação fluorescente. Esta não é simplesmente iluminação; é um agente ativo dentro das suas composições, dividindo o espaço, definindo fronteiras e projetando sombras que dançam e se deslocam, criando uma qualidade efêmera que sublinha a natureza fugaz da perceção. A interação entre estes objetos encontrados e a luz artificial gera uma linguagem visual única — uma que é simultaneamente austera, minimalista e profundamente evocativa.

Reconhecimento Internacional e Exposições Históricas

A trajetória de carreira de Cabrita Reis tem sido marcada por um crescente reconhecimento internacional, começando com a sua primeira exposição individual “25 Desenhos” em 1981, na Sociedade Nacional de Belas Artes. No entanto, foi a sua participação na Documenta IX, em Kassel, em 1992, que verdadeiramente o impulsionou para a cena artística global. Este momento crucial foi seguido por novos convites para plataformas prestigiadas, como a Documenta XIV em 2017 e inúmeras aparições na Bienal de Veneza — representando Portugal em 1995 e 2003, e participando no Aperto em 1997. A sua inclusão tanto na 21ª como na 24ª Bienal de São Paulo consolidou o seu estatuto como uma voz significativa na arte contemporânea. Instalações memoráveis como “The Leaning Paintings #5”, com o seu delicado equilíbrio de placas de vidro, luzes neon e madeira, exemplificam a sua capacidade de criar efeitos espaciais que são simultaneamente arquitetónicos e profundamente pessoais. Da mesma forma, “It is never about balance #2”, apresentando uma viga de metal monumental, explora temas de tempo, fragilidade e a instabilidade inerente à existência. Estas obras não são meramente objetos; são ambientes — experiências imersivas que convidam à contemplação e desafiam as noções convencionais de espaço e forma.

Intervenções Públicas e um Legado Duradouro

Para além dos confins das galerias e museus, Cabrita Reis tem procurado consistentemente envolver a esfera pública através de instalações site-specific. As suas intervenções no Central Tejo, em Lisboa (2018), e no Palácio, no Porto (2005), demonstram a sua capacidade de responder com sensibilidade aos contextos arquitetónicos existentes, transformando espaços industriais em locais de reflexão artística. Este compromisso com a arte pública reforça a sua crença de que a arte deve ser acessível e relevante para um público mais vasto. A sua obra é hoje detida por coleções prestigiadas em todo o mundo, incluindo o Museu Gulbenkian, a Tate Modern e o Museu Berardo — um testemunho da sua qualidade e importância duradouras. Pedro Cabrita Reis posiciona-se como uma figura de proa na arte portuguesa contemporânea, um artista cujo uso inovador de materiais, exploração da luz e do espaço, e profundidade conceptual não só enriqueceram o património artístico de Portugal, mas também ressoaram com audiências globais. Ele continua a desafiar fronteiras, experimentando novas abordagens enquanto permanece firmemente comprometido em explorar as questões fundamentais que residem no coração da perceção e da experiência humana — questões sobre a memória, o lugar e a própria natureza da realidade.
Pedro Cabrita Reis

Pedro Cabrita Reis

1956 - , Portugal

Dados Rápidos

  • Artistic Movement Or Style: Arte conceptual, Instalação
  • Artists Or Movements Influenced By This Artist: ['Arte Contemporânea Portuguesa']
  • Artists Who Influenced This Artist:
    • Teoria arquitetónica
    • Arte conceptual
  • Date Of Birth: 5 de setembro de 1956
  • Full Name: Pedro Cabrita Reis
  • Nationality: Português
  • Notable Artworks:
    • À propos des lieux d’origine #1
    • H. Suite (XII)
    • H. Suite (XI)
    • The Leaning Paintings #5
    • It is never about balance #2
  • Place Of Birth: Lisboa, Portugal
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