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Dentista
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“Dentista,” created in 2001 by Brazilian artist Alexandre Cerveny, is more than just a depiction of a figure with a toothbrush; it's a meticulously crafted tableau brimming with layered symbolism and a distinctly theatrical sensibility. Measuring 33 x 24 cm and executed in watercolor on paper, this intimate work hails from the Pinacoteca do Estado de São Paulo’s collection, offering a rare glimpse into Cerveny’s artistic process and his fascination with blending mythology, history, and the everyday.
Alexandre Cerveny’s artistic trajectory is deeply rooted in Brazilian traditions while simultaneously embracing a distinctly personal vision. His training under Valdir Sarubbi, a master of expressive figurative art, provided him with a foundational understanding of form and technique. Further guidance from Selma Daffré in engraving honed his ability to manipulate line and create intricate details. These influences are palpable within “Dentista,” manifesting as a sophisticated engagement with narrative and symbolism.
Cerveny’s background in theatre and circus, reflected in recurring motifs within his work, adds another layer of complexity. The painting evokes the spirit of performance, inviting viewers to become active participants in interpreting its meaning. References to mythologies and historical figures—a common thread in Cerveny's oeuvre—suggest a deliberate attempt to elevate the ordinary into something extraordinary.
The seemingly simple act of brushing teeth carries significant symbolic weight. It can be interpreted as a ritualistic cleansing, a confrontation with mortality (teeth eventually fall out), or perhaps even a commentary on societal expectations surrounding hygiene and appearance. The figure’s attire—a vibrant red garment—further amplifies this sense of drama and theatricality. Cerveny's penchant for combining mythological and historical elements adds to the painting's richness, prompting viewers to consider connections between disparate worlds.
"Dentista" was created in 2001, a period marked by Cerveny’s continued exploration of complex themes through his distinctive style. This work exemplifies his ability to fuse technical virtuosity with conceptual depth, solidifying his position as a significant voice within contemporary Brazilian art. The painting's inclusion in the Pinacoteca collection underscores its artistic merit and enduring appeal.
Nascido em São Paulo, Brasil, em 1963, Alexandre Cerveny é um artista multifacetado cuja obra — que abrange pintura, escultura, gravura e ilustração — é caracterizada por uma energia vibrante e um diálogo envolvente entre a construção e a desconstrução. Sua jornada artística foi moldada por um treinamento rigoroso ao lado de figuras influentes como Valdir Sarubbi e Selma D’Affre, o que o fundamentou nas tradições da arte brasileira, enquanto simultaneamente o impulsionava em direção a uma visão unicamente pessoal. O trabalho de Cerveny não é meramente decorativo; é uma exploração de temas complexos — a natureza, a experiência humana e a própria essência da representação — apresentados através de cores audaciosas, composições dinâmicas e, frequentemente, um toque de surrealismo.
O desenvolvimento artístico de Cerveny começou com o treinamento formal em desenho e pintura sob a tutela de Valdir Sarubbi, um renomado artista brasileiro conhecido por seu trabalho figurativo expressivo. Essa exposição precoce instilou nele um apreço pelo poder da linha e da forma. Posteriormente, ele refinou suas habilidades técnicas em gravura em metal e técnicas de impressão com Selma D’Affere, adquirindo expertise em métodos tradicionais de gravura. Uma experiência crucial ocorreu durante sua matrícula no curso de litografia na FAAP (Fundação Armando Alvares de Andrade), expandindo ainda mais seu repertório artístico. Notavelmente, um período dedicado ao estudo do contorcionismo na Academia de Artes Circenses Piolin e na Escola de Circo Picadeiro impactou profundamente sua obra, imbuindo-a de um senso de fluidez, movimento e uma compreensão da capacidade de transformação do corpo humano — um motivo recorrente em sua produção.
A prática artística de Cerveny está fundamentalmente enraizada em uma tensão entre forças opostas. Ele navega pela interação entre construção e desconstrução, forma e função, criando obras que são simultaneamente estruturadas e fragmentadas. Essa dualidade manifesta-se através de imagens em camadas, justaposições inesperadas e um deliberado desfoque de fronteiras. Suas pinturas apresentam frequentemente paletas de cores ousadas — muitas vezes tons saturados — que parecem vibrar com energia. Essas cores não são simplesmente decorativas; elas servem como veículos para transmitir emoção, atmosfera e significado simbólico. Temas recorrentes incluem representações da natureza, particularmente a figura humana, renderizada em formas abstratas que convidam à interpretalação em vez de oferecer uma representação direta.
Diversas obras de Cerveny destacam-se como testemunhos de sua visão artística única. “Alexandre Cerveny: O Ártico Não Existe” é uma peça particularmente cativante, instigando os espectadores a decifrar seus significados em camadas e a engajar-se em uma interpretação ativa. Seu trabalho tem sido amplamente exibido no Brasil e internacionalmente, incluindo o Museu Cívico Giovanni Fattori e o Frederic Remington Art Museum. Ele recebeu reconhecimento significativo por seu talento, culminando no Prêmio Marcantonio Vilaça da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) em 2012 e no Prêmio Proac de Artista do Livro em 2016. Suas peças integram coleções prestigiadas, como o Musée Baron Gérard e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, consolidando seu lugar no cenário da arte contemporânea.
A obra de Alexandre Cerveny continua a evoluir, refletindo um profundo engajamento tanto com a identidade brasileira quanto com preocupações globais mais amplas. Suas exposições recentes em instituições como a Fundação Cartier e o Museu de Arte Ibero-Americana demonstram sua relevância contínua no discurso da arte contemporânea. Além disso, sua participação em projetos como rīvus — uma iniciativa da Bienal de Sydney — destaca sua disposição para experimentar novos meios e explorar temas complexos relacionados à sustentabilidade ambiental e ao patrimônio cultural. Suas colaborações e exposições contínuas garantem que Cerveny permaneça uma voz vital na cena artística brasileira e além. Você pode encontrar mais informações sobre seu trabalho em plataformas como WahooArt e Wikipedia.
1963 - , Brasil