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Astros 3
Dimensões da Reprodução
“Astros 3,” created in 2001 by Brazilian artist Alexandre Cerveny, presents a captivating figurative painting that blends surrealism with mythological undertones. The artwork depicts a dynamic scene centered around a man running with vibrant flames erupting from his head. This central figure is positioned slightly off-center to the left, creating a sense of movement and energy. A secondary figure stands behind the runner, while another appears further back on the right side, adding depth to the composition. An unexpected element – an umbrella – is placed near the center, introducing a touch of mystery and intrigue. The background remains relatively flat, emphasizing the figures and their symbolic interaction.
Cerveny’s style in “Astros 3” is characterized by its precise detailing and vibrant color palette. He employs fine lines to define the figures and elements within the scene, demonstrating a meticulous painting technique. The shapes are predominantly organic and flowing, particularly noticeable in the depiction of the flames, which convey a sense of fluidity and power. Geometric forms, such as the umbrella, provide a contrasting element that adds visual interest. The artwork appears to be executed using watercolor or gouache on paper, contributing to its smooth texture and luminous colors. The lighting is diffused and even, creating a flat appearance overall.
“Astros 3” resonates with symbolic meaning, inviting viewers to interpret the narrative presented within the artwork. The flames emanating from the runner’s head could represent passion, energy, transformation, or perhaps a spiritual awakening. The act of running suggests a pursuit, a journey, or an escape. The presence of the umbrella introduces an element of protection and mystery, prompting contemplation about its significance in relation to the other figures. Overall, the painting evokes a sense of dynamism, intrigue, and emotional depth.
Alexandre Cerveny (born 1963) is a highly regarded Brazilian artist known for his diverse artistic practice encompassing drawing, engraving, sculpture, illustration, and painting. He studied with prominent artists such as Valdir Sarubbi and Selma Daffré, honing his skills in various techniques. Cerveny’s work often draws inspiration from mythology, fables, and historical references, blending them with contemporary themes to create visually striking and thought-provoking pieces. His artistic journey reflects a tension between construction and deconstruction, form and function, resulting in bold and vibrant compositions like “Astros 3.”
Nascido em São Paulo, Brasil, em 1963, Alexandre Cerveny é um artista multifacetado cuja obra — que abrange pintura, escultura, gravura e ilustração — é caracterizada por uma energia vibrante e um diálogo envolvente entre a construção e a desconstrução. Sua jornada artística foi moldada por um treinamento rigoroso ao lado de figuras influentes como Valdir Sarubbi e Selma D’Affre, o que o fundamentou nas tradições da arte brasileira, enquanto simultaneamente o impulsionava em direção a uma visão unicamente pessoal. O trabalho de Cerveny não é meramente decorativo; é uma exploração de temas complexos — a natureza, a experiência humana e a própria essência da representação — apresentados através de cores audaciosas, composições dinâmicas e, frequentemente, um toque de surrealismo.
O desenvolvimento artístico de Cerveny começou com o treinamento formal em desenho e pintura sob a tutela de Valdir Sarubbi, um renomado artista brasileiro conhecido por seu trabalho figurativo expressivo. Essa exposição precoce instilou nele um apreço pelo poder da linha e da forma. Posteriormente, ele refinou suas habilidades técnicas em gravura em metal e técnicas de impressão com Selma D’Affere, adquirindo expertise em métodos tradicionais de gravura. Uma experiência crucial ocorreu durante sua matrícula no curso de litografia na FAAP (Fundação Armando Alvares de Andrade), expandindo ainda mais seu repertório artístico. Notavelmente, um período dedicado ao estudo do contorcionismo na Academia de Artes Circenses Piolin e na Escola de Circo Picadeiro impactou profundamente sua obra, imbuindo-a de um senso de fluidez, movimento e uma compreensão da capacidade de transformação do corpo humano — um motivo recorrente em sua produção.
A prática artística de Cerveny está fundamentalmente enraizada em uma tensão entre forças opostas. Ele navega pela interação entre construção e desconstrução, forma e função, criando obras que são simultaneamente estruturadas e fragmentadas. Essa dualidade manifesta-se através de imagens em camadas, justaposições inesperadas e um deliberado desfoque de fronteiras. Suas pinturas apresentam frequentemente paletas de cores ousadas — muitas vezes tons saturados — que parecem vibrar com energia. Essas cores não são simplesmente decorativas; elas servem como veículos para transmitir emoção, atmosfera e significado simbólico. Temas recorrentes incluem representações da natureza, particularmente a figura humana, renderizada em formas abstratas que convidam à interpretalação em vez de oferecer uma representação direta.
Diversas obras de Cerveny destacam-se como testemunhos de sua visão artística única. “Alexandre Cerveny: O Ártico Não Existe” é uma peça particularmente cativante, instigando os espectadores a decifrar seus significados em camadas e a engajar-se em uma interpretação ativa. Seu trabalho tem sido amplamente exibido no Brasil e internacionalmente, incluindo o Museu Cívico Giovanni Fattori e o Frederic Remington Art Museum. Ele recebeu reconhecimento significativo por seu talento, culminando no Prêmio Marcantonio Vilaça da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) em 2012 e no Prêmio Proac de Artista do Livro em 2016. Suas peças integram coleções prestigiadas, como o Musée Baron Gérard e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, consolidando seu lugar no cenário da arte contemporânea.
A obra de Alexandre Cerveny continua a evoluir, refletindo um profundo engajamento tanto com a identidade brasileira quanto com preocupações globais mais amplas. Suas exposições recentes em instituições como a Fundação Cartier e o Museu de Arte Ibero-Americana demonstram sua relevância contínua no discurso da arte contemporânea. Além disso, sua participação em projetos como rīvus — uma iniciativa da Bienal de Sydney — destaca sua disposição para experimentar novos meios e explorar temas complexos relacionados à sustentabilidade ambiental e ao patrimônio cultural. Suas colaborações e exposições contínuas garantem que Cerveny permaneça uma voz vital na cena artística brasileira e além. Você pode encontrar mais informações sobre seu trabalho em plataformas como WahooArt e Wikipedia.
1963 - , Brasil