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Augustus Earle

1793 - 1838

Resumo Biográfico

  • Movements: realism
  • Works on APS: 27
  • Top 3 works:
    • Portrait Of Bungaree, A Native Of New South Wales
    • Port Jackson, New South Wales [picture] / [Augustus Earle]
    • Patuone
  • Copyright status: Public domain
  • Art period: Século XIX
  • Died: 1838

Teste de Arte

Cada pergunta possui apenas uma resposta correta.

Pergunta 1:
¿Dónde nació Augusto Earle?
Pergunta 2:
¿Qué institución asistió Augusto Earle para su formación artística?
Pergunta 3:
¿Quién encargó a Augusto Earle que navegara por el Mediterráneo a bordo de un barco naval británico?
Pergunta 4:
¿Qué país visitó Augusto Earle durante su extensa travesía alrededor del mundo?
Pergunta 5:
¿Cuál era la profesión principal de Augusto Earle durante sus viajes?

Augustus Earle

Augustus Earle (Londres, 1 de junho de 1793 — Londres, 10 de dezembro de 1838) foi um pintor e desenhista inglês especializado em paisagens, cenas de gênero e retratos. Filho do pintor norte-americano James Earl que modificou o sobrenome do filho para Earle.
  • Vida
  • Primeira passagem pelo Brasil
  • Em Tristão da Cunha
  • Sydney e a Arte Colonial

Vida

Augustus Earle nasceu em Londres em 1 de junho de 1793. Seu pai, James Earl (nascido em 1761), era um pintor norte-americano que posteriormente alterou o sobrenome do filho para Earle.
Ele estudou na Royal Academy de Londres onde teve como colegas Turner e Charles Landseer. Em 1807 iniciou seus estudos na Royal Academy onde teve como colegas Turner e Charles Landseer.
Earle exibiu algumas vezes em Londres antes de partir, em 1815, para uma demorada viagem pelo Mediterrâneo até Gibraltar. Visitou a Sicília, a ilha de Malta, a Tunísia e a Líbia. Voltou em 1817 para, logo no ano seguinte, empreender mais e maiores viagens pelo mundo em satisfação ao seu espírito curioso e aventureiro.
Começou pelos Estados Unidos, onde expos seus trabalhos na Academia de Belas-Artes da Pensilvânia. Em 1820 já estava no Rio de Janeiro em sua primeira permanência na cidade, que teve a duração de dois meses.
Ele nunca casou ou teve filhos. Earle recebeu seu artístico treinamento na Royal Academy e foi já um jovem artista exibindo obras clássicas, gênero e históricas em seis exposições entre 1806 e 1814.

Primeira passagem pelo Brasil

Em 1820 Earle iniciou uma importante etapa de sua vida artística ao chegar no Rio de Janeiro onde permaneceu até 1824.
Durante essa estada, conheceu e tornou-se amigo (“a close friend”, segundo Ana M. Belluzzo) da escritora e artista Maria Graham a quem presenteou com três ilustrações destinadas para o livro que ela estava escrevendo - Journal of a Voyage to Brazil.
Produziu várias aquarelas durante esse período, muitas ligadas à escravidão e aos costumes dos brasileiros: Punição de negros no Calabouco, Dança de negros na rua - Campo de Santana, Folguedos (games) durante o Carnaval e uma curiosa e engraçadíssima aquarela intitulada Extração de bicho-de-pé (Extracting a jigger). Pintou, ainda, paisagens (Coqueiro, Vista da baía do Rio de Janeiro, Vista dos arredores do Rio de Janeiro)
Um crítico literário da época destacou que Earle não se sentia tolhido nem contrafeito pelas concepções neoclássicas que David havia imposto a Debret. É evidente que Earle não se sentia tolhido nem contrafeito pelas concepções neoclássicas que David havia imposto a Debret. Há maior similaridade entre a obra de Earle e a de Rugendas.
Ele admirou a beleza física dos indígenas brasileiros e suas habilidades artísticas em escultura e pintura.

Em Tristão da Cunha

Após três anos de permanência na capital do Império, Earle partiu em direção à África do Sul e Índia a bordo de um velho veleiro, o Duke of Gloucester.
Fortes tempestades em alto-mar obrigaram o navio a procurar abrigo em Tristão da Cunha. Curioso por explorar aquela ilha tão remota perdida no Atlântico, Augustus Earle desceu à terra acompanhado de seu cãozinho brasileiro e de um tripulante chamado Thomas Gooch.
Após três dias, enquanto os dois homens percorriam a ilha à procura de seus locais mais pitorescos, o velho barco, inexplicavalmente, levantou
Durante oito meses Earle viveu uma vida solitária na ilha onde se tornou tutor para várias crianças e continuou a registrar impressões da paisagem até que suas provisões acabaram.
Ele pintou obras como Governo Casa Tristão da Cunha (Tristan d’Acunha Government House), Uma jovem elefante em Tristão da Cunha (Young Elephant Tristan Da Cunha) e três desenhos feitos com seu cachorro brasileiro.

Sydney e a Arte Colonial

Em 1825 Earle chegou à cidade australiana de Sydney onde estabeleceu uma carreira artística significativa.
Ele abriu uma galeria, deu aulas de pintura e vendeu materiais para desenho.
Earle recebeu pedidos de retratos por parte de importantes figuras da sociedade sydneyense e lideranças familiares.
Em 1826 Earle publicou três lithografias em Views in Australia (Sydney, 1826). Sua obra foi considerada um marco na arte colonial australiana.