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Guia de Obras de Estudantes

Linha da Terra

Nome Turma Data

Pedro Cabrita Reis, Linha da Terra (1997), Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos. Reproduzido para fins de referência; todos os direitos reservados ao detentor dos direitos.

Informações principais

Artista
Pedro Cabrita Reis wahooart.com/pt/artists/pedro-cabrita-reis_pt/
Datas do artista
1956 – ?
Pintura
1997
Dimensões originais
147 x 247 cm
Realizado em
Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos wahooart.com/pt/museums/culturgest-fundacao-caixa-geral-de-depositos-lisboa_pt/

No contexto

Linha da Terra — Pedro Cabrita Reis

Qual é o tamanho?

As dimensões originais são 147 × 247 cm (altura × largura), representadas aqui ao lado de um adulto de altura média.

Ano de criação

  1. 1950
  2. 1960
  3. 1970
  4. 1980
  5. 1990

Sombreado: a trajetória de Pedro Cabrita Reis (1956–?) ▲ esta obra, 1997

Obras comparáveis

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Paleta de cores

Medido a partir da imagem

    Cor principal

    Putty #c8c8c7

    Paleta catalogada

    • #C8C8C7
    • #AEAEAC
    • #313231
    • #DBDCDB
    Paleta
    Neutrals A família de cores predominante na imagem.
    Nome da cor principal
    Putty
    Intensidade
    Monochromatic O quão saturadas e variadas são as cores, desde um único tom suave até muitos tons vibrantes.
    Contraste
    Gentle O grau de variação da luminosidade e saturação das cores ao longo da imagem.
    Harmonia
    Softly Mixed Palette A forma como as cores interagem entre si, desde o contraste marcante até a total harmonia.
    Brilho
    Brilliant O nível de luminosidade ou escuridão da imagem como um todo, desde as sombras profundas até os brilhos intensos.
    Saturação
    Muted Quão puras e intensas são as cores, do quase cinza ao totalmente vívido.

    Artista e museu

    Artista

    Pedro Cabrita Reis

    Nascido em Lisboa, Portugal

    Uma Cartografia do Espaço e da Memória: O Mundo de Pedro Cabrita Reis

    Nascido em Lisboa, Portugal, em 1956, Pedro Cabrita Reis emergiu como uma figura fulcral na arte contemporânea, não apenas representando o panorama artístico da sua nação, mas moldando ativamente o seu diálogo com o palco internacional. Os seus anos formativos, vividos na riqueza histórica e cultural de Lisboa, informam profundamente a sua prática, imbuindo-a de uma sensibilidade ao lugar, à memória e à relação, muitas vezes frágil, entre os mundos interior e exterior. Mesmo antes de se estabelecer plenamente como artista, Cabrita Reis demonstrou um compromisso com o fomento do discurso crítico em torno da arte, fundando e dirigindo a influente revista Arte Opinião entre 1978 e 1982 — uma plataforma que proporcionou um espaço vital para a discussão durante um período de significativa mudança social e política. Este envolvimento precoce com os fundamentos teóricos da criação artística prefigurou a profundidade conceptual que viria a caracterizar a sua própria obra.

    A Linguagem dos Objetos Encontrados e da Luz Efêmera

    O vocabulário artístico de Cabrita Reis é notavelmente diverso, abrangendo pintura, escultura, fotografia e desenho, mas um fio condutor une todas as facetas da sua prática: uma exploração do espaço tanto como realidade física quanto como construção psicológica. Ele não se limita a ocupar o espaço; ele disseca-o, reconfigura-o e imbuí-lo de camadas de significado. Uma característica definidora é o seu uso magistral de materiais industriais — barras de aço, janelas recuperadas, caixilhos de portas — elementos frequentemente negligenciados ou descartados que, nas mãos de Cabrita Reis, são transformados em símbolos pungentes de memória, transição e da passagem do tempo. Estas não são meramente escolhas estéticas; representam um envolvimento deliberado com a materialidade da existência, um ancoramento no mundo tangível que sustenta as suas exploração mais conceptuais. Igualmente crucial é o seu uso inovador da luz, particularmente a iluminação fluorescente. Esta não é simplesmente iluminação; é um agente ativo dentro das suas composições, dividindo o espaço, definindo fronteiras e projetando sombras que dançam e se deslocam, criando uma qualidade efêmera que sublinha a natureza fugaz da perceção. A interação entre estes objetos encontrados e a luz artificial gera uma linguagem visual única — uma que é simultaneamente austera, minimalista e profundamente evocativa.

    Reconhecimento Internacional e Exposições Históricas

    A trajetória de carreira de Cabrita Reis tem sido marcada por um crescente reconhecimento internacional, começando com a sua primeira exposição individual “25 Desenhos” em 1981, na Sociedade Nacional de Belas Artes. No entanto, foi a sua participação na Documenta IX, em Kassel, em 1992, que verdadeiramente o impulsionou para a cena artística global. Este momento crucial foi seguido por novos convites para plataformas prestigiadas, como a Documenta XIV em 2017 e inúmeras aparições na Bienal de Veneza — representando Portugal em 1995 e 2003, e participando no Aperto em 1997. A sua inclusão tanto na 21ª como na 24ª Bienal de São Paulo consolidou o seu estatuto como uma voz significativa na arte contemporânea. Instalações memoráveis como “The Leaning Paintings #5”, com o seu delicado equilíbrio de placas de vidro, luzes neon e madeira, exemplificam a sua capacidade de criar efeitos espaciais que são simultaneamente arquitetónicos e profundamente pessoais. Da mesma forma, “It is never about balance #2”, apresentando uma viga de metal monumental, explora temas de tempo, fragilidade e a instabilidade inerente à existência. Estas obras não são meramente objetos; são ambientes — experiências imersivas que convidam à contemplação e desafiam as noções convencionais de espaço e forma.

    Intervenções Públicas e um Legado Duradouro

    Para além dos confins das galerias e museus, Cabrita Reis tem procurado consistentemente envolver a esfera pública através de instalações site-specific. As suas intervenções no Central Tejo, em Lisboa (2018), e no Palácio, no Porto (2005), demonstram a sua capacidade de responder com sensibilidade aos contextos arquitetónicos existentes, transformando espaços industriais em locais de reflexão artística. Este compromisso com a arte pública reforça a sua crença de que a arte deve ser acessível e relevante para um público mais vasto. A sua obra é hoje detida por coleções prestigiadas em todo o mundo, incluindo o Museu Gulbenkian, a Tate Modern e o Museu Berardo — um testemunho da sua qualidade e importância duradouras. Pedro Cabrita Reis posiciona-se como uma figura de proa na arte portuguesa contemporânea, um artista cujo uso inovador de materiais, exploração da luz e do espaço, e profundidade conceptual não só enriqueceram o património artístico de Portugal, mas também ressoaram com audiências globais. Ele continua a desafiar fronteiras, experimentando novas abordagens enquanto permanece firmemente comprometido em explorar as questões fundamentais que residem no coração da perceção e da experiência humana — questões sobre a memória, o lugar e a própria natureza da realidade.

    Museu

    Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos

    Em exibição em Lisboa, Portugal

    Um Farol de Criação Contemporânea: Culturgest – O Coração Vibrante de Lisboa

    Aninhada no coração histórico de Lisboa, a Culturgest não é meramente um museu; é um ecossistema imersivo onde as fronteiras artísticas se dissolvem e a energia criativa pulsa com uma vitalidade inegável. Fundada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 1983, esta instituição evoluiu muito além do seu propósito inicial de ser um repositório de arte, florescendo como um centro cultural dinâmico que defende a amplitude da expressão contemporânea – desde o poder dramático das artes performativas e a ressonância pungente da música até às narrativas instigantes tecidas em instalações visuais e o mundo cativante do cinema. A Culturgidade ergue-se como um testemunho do compromisso de Portugal com o enriquecimento artístico, fomentando um ambiente de experimentação, diálogo e, fundamentalmente, inspiração que se estende muito para além das suas fronteiras portuguesas.

    A história da Culturgest está inextricavelmente ligada à visão da Caixa Geral de Depósitos – um legado enraizado na crença de que o investimento cultural não é simplesmente filantrópico; é fundamental para o progresso social. Concebida inicialmente como uma plataforma para dar visibilidade a artistas portugueses emergentes, a coleção expandiu rapidamente o seu âmbito, abraçando não apenas o talento nacional, mas também obras significativas do Brasil, Moçambique, Angola e Cabo Verde, refletindo um compromisso deliberado em celebrar a criatividade lusófona em todas as suas diversas formas. Hoje, ostentando aproximadamente 1.800 peças – abrangendo pintura, escultura, fotografia, vídeo, instalação e gravura – a coleção é uma rica tapeçaria de vozes artísticas, meticulosamente curada e apresentada num espaço concebido para nutrir tanto a apreciação como o envolvimento crítico.

    Harmonia Arquitetónica: Um Espaço Projetado para o Diálogo

    Embora os detalhes precisos relativos ao projeto arquitetónico inicial do edifício permaneçam algo discretos nas informações publicamente disponíveis, compreende-se que a estrutura da Culturgest representa uma resposta deliberada e ponderada ao ambiente artístico que alberga. Em vez de funcionar apenas como um contentor para a arte, o edifício é concebido como um componente integrante de toda a experiência – um espaço desenhado com funcionalidade fluida e uma profunda compreensão do seu contexto urbano. A elegância sóbria da arquitetura permite que a própria obra de arte assuma o papel principal, promovendo um diálogo harmonioso entre forma e conteúdo; é um lugar que se sente simultaneamente convidativo e profundamente inspirador, encorajando os visitantes a envolverem-se profundamente com a arte em exibição e com as performances que se desenrolam nas suas paredes.

    O design do edifício encarna um espírito de abertura e inclusividade, espelhando o compromisso mais amplo da Culturgest em fomentar diversas vozes e perspetivas. É um espaço que procura ativamente derrubar as barreiras tradicionais entre disciplinas, criando um ambiente onde as artes visuais, a música, o teatro e o cinema podem convergir e enriquecer-se mutuamente. A cuidadosa atenção dada à luz, à acústica e ao fluxo espacial contribui significativamente para a atmosfera geral da Culturgest, garantindo que cada encontro com a arte seja memorável e significativo.

    Um Programa Multifacetado: Para Além da Exposição Estática

    O que verdadeiramente distingue a Culturgest dos museus convencionais é o seu programa notavelmente diverso – um compromisso que se estende muito para além das exposições estáticas tradicionais. O calendário da instituição está constantemente repleto de uma vibrante gama de eventos, exibindo a amplitude da expressão artística em todas as suas formas. Produções teatrais regulares, performances de dança cativantes e concertos de música ao vivo proporcionam ao público experiências inesquecíveis, desafiando os limites da inovação artística. Além disso, a Culturgest acolhe festivais de cinema, sessões de filmes independentes e retrospectivas que celebram obras-primas cinematográficas – atendendo a uma vasta gama de gostos e interesses.

    Artistas notáveis frequentemente exibidos na Culturgest incluem Luísa Correia Pereira, cujas pinturas evocativas exploram frequentemente temas de identidade e memória; Júlia Ventura, conhecida pela sua fotografia pungente que mergulha nas complexidades da sensualidade e da representação; e Fernando Alvim, um poderoso artista africano contemporâneo que funde motivos tradicionais com técnicas modernas para abordar questões de justiça social. Estes são apenas alguns exemplos das diversas vozes celebradas nas paredes da Culturgest – um testemunho da sua dedicação em apresentar tanto mestres estabelecidos como talentos emergentes.

    Um Legado de Criatividade Lusófona

    O compromisso da Culturgest vai além da simples exibição de arte; a instituição defende ativamente o estudo, a promoção e a curadoria do seu acervo. O foco da coleção na arte portuguesa, juntamente com obras significativas do Brasil, Moçambique, Angola e Cabo Verde, sublinha um esforço deliberado para preservar e celebrar a criatividade lusófona – um legado que continua a evoluir através de exposições contínuas, iniciativas de investigação e envolvimento comunitário. A dedicação da instituição em promover o diálogo entre artistas e públicos garante que a Culturgest permaneça uma força vital no panorama cultural de Lisboa e de além-fronteiras.

    Saiba mais

    Disponível online

    QR code que direciona para a página de download de Linha da Terra

    wahooart.com/pt/art/download/pedro-cabrita-reis-linha-da-terra-D7EHC7-en/

    Como citar esta obra

    MLA
    Reis, Pedro Cabrita. Linha da Terra. 1997, Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos. https://wahooart.com/pt/art/pedro-cabrita-reis-linha-da-terra-D7EHC7-en/
    APA
    Reis, Pedro Cabrita (1997). Linha da Terra [Painting]. Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos. https://wahooart.com/pt/art/pedro-cabrita-reis-linha-da-terra-D7EHC7-en/
    Chicago
    Pedro Cabrita Reis. Linha da Terra. 1997. Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos. https://wahooart.com/pt/art/pedro-cabrita-reis-linha-da-terra-D7EHC7-en/
    Harvard
    Reis, Pedro Cabrita (1997) Linha da Terra. Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos. Available at: https://wahooart.com/pt/art/pedro-cabrita-reis-linha-da-terra-D7EHC7-en/

    Observe de perto

    Linha da Terra — Pedro Cabrita Reis

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    1. O que chama a sua atenção primeiro e por quê?
    2. Quais cores ou formas criam a atmosfera — e que atmosfera é essa?
    3. Quantos rostos você consegue encontrar? ____ (o nosso catálogo conta 1 — você concorda?)
    4. Relembre Order and Chaos IX (1986), apresentado anteriormente neste guia. Identifique dois elementos que esta obra compartilha com a anterior e um que seja diferente.
    5. Pedro Cabrita Reis tinha cerca de 41 anos quando esta obra foi feita. O que nela parece ser o trabalho de um artista nessa fase?

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