Óleo sobre tela pintado à mão no tamanho e moldura de sua escolha, feito sob encomenda pelos nossos artistas. ( Alternar para Impressão
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Lozenge Composition com Vermelho, Preto e Azul
Dimensões da Reprodução
Piet Mondrian, um nome que ressoa com a alma do século XX, não apenas pintou telas; ele arquitetou uma linguagem visual que transcendeu as fronteiras da representação. Em “Lozenge Composition with Red, Black, Blue and Yellow” (1925), obra-prima da Neoplasticidade – o movimento que Mondrian fundou e personificou –, encontramos um convite à contemplação, um mergulho em princípios de equilíbrio, harmonia e universalidade. Longe de ser uma mera composição geométrica, a pintura é um manifesto filosófico, uma busca incessante pela beleza pura expressa através das formas mais elementares.
A tela se revela como um universo ordenado, dominado por um diamante central que abriga uma série de retângulos e quadrados. Cada cor – vermelho vibrante, preto profundo, azul sereno e amarelo luminoso – é meticulosamente posicionada, obedecendo a uma lógica matemática implícita. A ausência de figuras reconhecíveis, a rejeição da perspectiva tradicional, são elementos cruciais para entender o propósito desta obra: desvendar a ordem subjacente ao mundo, a beleza intrínseca que reside na simplicidade e na proporção.
O movimento De Stijl, nascido em 1917 da necessidade de reconstruir a sociedade após a Primeira Guerra Mundial, buscava um novo paradigma para a arte. Artistas como Mondrian e Theo van Doesburg abandonaram a representação figurativa, acreditando que ela distraía do essencial. Eles se concentraram em linhas retas horizontais e verticais, cores primárias – vermelho, amarelo e azul – e tons neutros, como preto, branco e cinza. Essa escolha não era aleatória; era uma declaração de princípios, um caminho para criar uma linguagem visual universal que transcendesse as barreiras culturais e se conectasse com a experiência humana fundamental.
Mondrian via o mundo como um sistema ordenado, regido por leis matemáticas e geométricas. A pintura, portanto, não é apenas uma representação da realidade, mas sim uma interpretação dessa ordem, uma tentativa de traduzir essa harmonia em formas visuais. O diamante central, com suas linhas precisas e cores vibrantes, simboliza essa busca pela perfeição, pelo equilíbrio entre forças opostas – horizontalidade e verticalidade, por exemplo – que garantem a estabilidade e o movimento simultâneos.
A pintura mede 77 x 77 cm e foi executada com uma precisão notável, provavelmente utilizando óleo sobre tela. A técnica de Mondrian enfatiza a planaridade da obra, rejeitando o uso de modelagem ou ilusão de profundidade. As linhas pretas, que definem os retângulos coloridos, são incrivelmente finas e uniformes, criando uma sensação de clareza e rigor. A escolha do formato de diamante (lozenge) é particularmente significativa, adicionando um elemento de dinamismo à composição, contrastando com as composições anteriores de Mondrian que eram puramente retangulares.
Cada cor foi escolhida não apenas por sua beleza estética, mas também por seu significado simbólico. O vermelho representa a energia e a paixão, o azul a tranquilidade e a espiritualidade, o amarelo a alegria e a luz. A ausência de cores secundárias ou terrosas reforça a pureza da composição, direcionando toda a atenção do espectador para os elementos fundamentais.
“Lozenge Composition with Red, Black, Blue and Yellow” é mais do que uma pintura; é um portal para a essência da abstração, um convite à contemplação e à busca pela beleza universal. Uma obra-prima atemporal que continua a inspirar artistas e amantes da arte em todo o mundo.
1872 - 1944 , Países Baixos